Quem abre uma embalagem de doce ou qualquer outro produto e descarta a embalagem na rua, imagina que aquilo não afetará a cidade, mas está enganado. São muitos os riscos causados pelo acúmulo de lixo - mesmo quando este são ínfimos - como enchentes e emissão de gases tóxicos.
Em Feira de Santana, não acontece o contrário. Os moradores reclamam do acúmulo de lixo nas ruas, talvez, sem perceber, que todo o lixo gerado é consequência a falta de consciência da própria  população.



 "Será por falta de lixeiras ou falta de educação? Para Marçal, as duas hipóteses são válidas. 'Realmente existe um déficit de lixeiras nas cidades. Até mesmo nas pequenas faltam lixeiras pelas ruas e praças. Agora, não podemos nos esquecer do vandalismo contra as que existem. Há quem arranque, danifique e até queime o lixo dentro delas'.
O engenheiro ambiental Johnny Hirai, aponta uma provável causa do vandalismo e da ignorância de algumas pessoas em relação às consequências do lixo em locais inapropriados. 'A população é carente de uma educação ambiental, tanto dentro das residências quanto nas escolas, embora haja uma campanha (tímida) na mídia incentivando a destinação adequada dos lixos' ".
"O lixo também pode gerar chorume e contaminar a água e o solo. Ainda pode servir de abrigo e alimento para animais e insetos que são vetores de doenças. As mais comuns são a leptospirose, peste bubônica e tifo murino, causadas pelos ratos, além de febre tifóide e cólera causadas por baratas, malária, febre amarela, dengue, leishmaniose e elefantíase, transmitidas por moscas, mosquitos e pernilongos", explica Marçal Rizzo, professor assistente na Universidade Federal do Mato Grosso e doutorando em Geografia na área de Dinâmica e Gestão Ambiental pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (FCT/UNESP) - Campus de Presidente Prudente/SP.
Para Prefeitura, cabe fazer a coleta do lixo das casas diariamente, (o que nem sempre ocorre, em bairros mais carentes da cidade) assim como, o tratamento destes resíduos.



"Em pronunciamento na segunda-feira (09/03/2013), na Câmara Municipal de Feira de Santana, o vereador petista, Pablo Roberto cobrou do governo municipal maior transparência a respeito de como está sendo tratado o meio ambiente, em especial a questão da coleta e armazenamento de lixo na cidade de Feira de Santana. Pablo questionou que no dia 27 de dezembro o então secretário municipal de meio ambiente, Antonio Carlos Coelho, encaminhou o processo ao Assessor Especial do Gabinete da mesma secretaria, o Sr. Eduardo Macário, Agrônomo, que apresentou um parecer técnico, de Nº 858/12 com 21 páginas, no dia 28 de dezembro de 2012, sendo favorável a emissão da Licença Ambiental de Operação, para a empresa Sustentare Serviços Ambientais S.A.Pablo Roberto cobrou atenção e respostas imediatas ao Prefeito José Ronaldo, e o Secretario Municipal de Meio Ambiente Roberto Tourinho alguns questionamentos, tais como 'como é tratado s lixo hospitalar, domiciliar e industrial no município.' ".
E fica o questionamento: Com tantos problemas originados pelo lixo, por que algumas pessoas insistem em ignorar tudo isso e continuar jogando resíduos em locais públicos?

                                                       Por: Mônica Alves

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